terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Os Paresí
A língua Paresi, pertence a família Aruak, que se encontra distribuída desde a região guianesa até mato grosso do sul. Em Mato Grosso, seus parentes lingüísticos são os Enawenê-nawê, que imemorialmente habitam a região do rio Juruema, à Serra do norte e os waurá, os mehinaku e os yawalapité, todos estes do xinguanos. São agricultores e ceramistas, conhecidos como sons artesões de bolas coloridas de mangda, de bem acabados cestos e espanadores de pena de ema. Eles se autodenominam Haliti; que quer dizer “gente”.Os paresí que atualmente vivem na área indígena são descendentes de inter-casamentos consecutivos entre representantes de sub-grupos distintos. Os paresí chegam ao inicio desde século com os números de indivíduos muito reduzidos 340 indivíduos, vivendo em 12 aldeias cuja população varia entre 16 e 57 pessoas.
As aldeias paresí são relativamente autônomas. Dentre os atributos buscados e valorizados nesses novos líderes, tem-se a capacidade de transitar em um contexto intercultural, se movimentar no mundo dos brancos e falar a língua para poder explicar para a comunidade tudo o que se passa. É importante salientar que o poder das lideranças tradicionais emana da organização social e simbólica do próprio grupo, são poderes sólidos mais permanentes. Os que recebem salários mantêm as suas roças, ainda que seja comum vê-los comprando a produção de outros membros do grupo local ou mesmo de outro grupo; assim como em nossa cidade, já se tornou comum ver índios vindos às compras no comércio.
Em sua língua chamam camalri. Não comem carne humana, os paresí foram fundamentais no processo de exploração e de povoamento da região de minas de Diamantino, onde trabalham na extração do ouro e diamante e na navegação. Também suas aldeias serviram para abastecer de alimentos e mão de obra as minas das regiões das cabeceiras do Golera e Sararé, na região de vila Bela da Santíssima Trindade, primeira capital de Mato Grosso, as relações com os seringalistas, também se caracterizam pelo conflito e violência.
Os paresí de Cuiabá e os paresí de Umutina , são remanescentes do sub-grupos Waimaré e Kaciniti, que compulsoriamente deixaram as aldeias, os últimos foram levados das aldeias para postos de fraternidades indígena, construído em território umutia, atualmente seus descendentes constituem grande parte da população do agora chamado posto indígena umutina.
Conservacionismo X Preservacionismo
Preservacionismo : Políticas ambientais que acreditam que os seres humanos tem ação destrutivas em relação a natureza.
"O mito moderno da Natureza intocável"
1º Ele acredita que a relação do homem com a natureza nem sempre vai ser destrutiva. A criação de parques de preservação permanente para o Diégues é a idéia da Bíblia, que quando o ser humano quis prestigiar o paraíso ele foi fechado, fala também que o modelo americano acaba por controlar o resto do mundo, nesse livro o autor diz que é uma questão política, econômica e ambiental.
Ele fala que o Brasil tem mais condições de ter mais parques ambientais que os Estados Unidos, França, Peru, etc. A criação desses parques e reservas tem sido um dos principais elementos de estratégias para a conservação da natureza, em particular nos países de terceiro mundo.
A concepção dessas áreas protegidas provém do século passado, tendo sido criada principalmente nos Estados Unidos, a fim de proteger a vida selvagem (wilderness) ameaçada, segundo seus criadores, pela civilização urbano-industrial, destruidora da natureza. No Brasil, houve igualmente um grande impulso à criação de unidades de conservação nas décadas de 1970 e 1980. Segundo Ghimire, há uma combinação de fatores que explicam esse aumento da preocupação mundial, pelas unidades de conservação: A rápida devastação das florestas e a perda da biodiversidade, a disponibilidade de fundos internacionais para a conservação e a possibilidade de geração de rendas pelo turismo em parques.
Se aproximadamente 10% do território brasileiro for transformado em áreas naturais protegidas, cerca de 800.000 km2 seriam parques naturais e reservas; superfície muito maior do que a dos grandes países europeus.
Aparentemente a idéia de parques nacionais mostra-se importantes para o terceiro mundo, mas não para os países industrializados.
Ghimire, afirma que os índios estão no cerrado há mais de 8.000 anos e não provocam tanta degradação, que um produtor de soja provoca em um ano mais degradação que 60.000 indios em 8.000 anos.
Por um terceiro conjunto de problemas sociais e éticos, eles questionam expulsar ou não o índio de suas terras, sendo que somente eles conhecem de maneira adequada o nosso território florestal, de maneira que nós não conhecemos. A partir dos anos 60 e 70 nos países europeus a exclusão dos moradores tradicionais começou a ser contestada. Com mudanças de percepções e atitudes, pelas grandes organizações ambientais internacionais, como a UICN(União Internacional para a Conservação).
Já no Brasil, essa mudança de atitude tem sido muito mais lenta; pois os preservacionistas puros ainda estão entrincheirados nas instituições ambientais governamentais e não-governamentais.
Historia da noção de mundo selvagem
Começou quando nesse século chegaram na Europa noticia que os povos orientais veneravam a natureza e não maltratavam animais, a reação geral foi de desaprovação.
Essa desvalorização do mundo selvagem começou a mudar a partir do inicio do século XIX, e apara isso contribuíram o avanço da Historia natural, o peito que os naturalistas tinham por áreas selvagem não transformados pelo homem.
A vida no campo passou a ser idealizada sobretudo pelas classes sociais não diretamente envolvidas na produção agrícola, pois o ambiente fabril tornava o ar irrespirável. Thomas sugere também que o crescimento populacional, principalmente nas cidades inglesas, teriam originado um certo sentimento anti-social ou antiagregativo, originando uma atitude de contemplação da natureza selvagem, lugar de reflexão e de isolamento espiritual. Depois essas idéias foram tomando outros rumos. É interessante observar que a Wilderness de 1964, nos E.U.A, também continua definindo áreas selvagens como as que não sofrem ação, humana, onde o homem é visitante e não morados. Além disso, a beleza natural deve motivar sentimentos de admiração.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Internacionalização da Amazônia.

Petróleo
