1º Ele acredita que a relação do homem com a natureza nem sempre vai ser destrutiva. A criação de parques de preservação permanente para o Diégues é a idéia da Bíblia, que quando o ser humano quis prestigiar o paraíso ele foi fechado, fala também que o modelo americano acaba por controlar o resto do mundo, nesse livro o autor diz que é uma questão política, econômica e ambiental.
Ele fala que o Brasil tem mais condições de ter mais parques ambientais que os Estados Unidos, França, Peru, etc. A criação desses parques e reservas tem sido um dos principais elementos de estratégias para a conservação da natureza, em particular nos países de terceiro mundo.
A concepção dessas áreas protegidas provém do século passado, tendo sido criada principalmente nos Estados Unidos, a fim de proteger a vida selvagem (wilderness) ameaçada, segundo seus criadores, pela civilização urbano-industrial, destruidora da natureza. No Brasil, houve igualmente um grande impulso à criação de unidades de conservação nas décadas de 1970 e 1980. Segundo Ghimire, há uma combinação de fatores que explicam esse aumento da preocupação mundial, pelas unidades de conservação: A rápida devastação das florestas e a perda da biodiversidade, a disponibilidade de fundos internacionais para a conservação e a possibilidade de geração de rendas pelo turismo em parques.
Se aproximadamente 10% do território brasileiro for transformado em áreas naturais protegidas, cerca de 800.000 km2 seriam parques naturais e reservas; superfície muito maior do que a dos grandes países europeus.
Aparentemente a idéia de parques nacionais mostra-se importantes para o terceiro mundo, mas não para os países industrializados.
Ghimire, afirma que os índios estão no cerrado há mais de 8.000 anos e não provocam tanta degradação, que um produtor de soja provoca em um ano mais degradação que 60.000 indios em 8.000 anos.
Por um terceiro conjunto de problemas sociais e éticos, eles questionam expulsar ou não o índio de suas terras, sendo que somente eles conhecem de maneira adequada o nosso território florestal, de maneira que nós não conhecemos. A partir dos anos 60 e 70 nos países europeus a exclusão dos moradores tradicionais começou a ser contestada. Com mudanças de percepções e atitudes, pelas grandes organizações ambientais internacionais, como a UICN(União Internacional para a Conservação).
Já no Brasil, essa mudança de atitude tem sido muito mais lenta; pois os preservacionistas puros ainda estão entrincheirados nas instituições ambientais governamentais e não-governamentais.
Historia da noção de mundo selvagem
Começou quando nesse século chegaram na Europa noticia que os povos orientais veneravam a natureza e não maltratavam animais, a reação geral foi de desaprovação.
Essa desvalorização do mundo selvagem começou a mudar a partir do inicio do século XIX, e apara isso contribuíram o avanço da Historia natural, o peito que os naturalistas tinham por áreas selvagem não transformados pelo homem.
A vida no campo passou a ser idealizada sobretudo pelas classes sociais não diretamente envolvidas na produção agrícola, pois o ambiente fabril tornava o ar irrespirável. Thomas sugere também que o crescimento populacional, principalmente nas cidades inglesas, teriam originado um certo sentimento anti-social ou antiagregativo, originando uma atitude de contemplação da natureza selvagem, lugar de reflexão e de isolamento espiritual. Depois essas idéias foram tomando outros rumos. É interessante observar que a Wilderness de 1964, nos E.U.A, também continua definindo áreas selvagens como as que não sofrem ação, humana, onde o homem é visitante e não morados. Além disso, a beleza natural deve motivar sentimentos de admiração.
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