Esta é uma versão atualizada do mito de origem paresí, o mito revela quem são os paresí, dizendo das coisas que eles gostam muito: do mundo, do espaço onde vivem das cores e dos perfumes das flores, da diversidade da beleza das coisas da terra, gostavam muito de ver os animais se multiplicando e começaram a se multiplicar vendo-os. E como acharam linda a vida, acham linda essa história.
A língua Paresi, pertence a família Aruak, que se encontra distribuída desde a região guianesa até mato grosso do sul. Em Mato Grosso, seus parentes lingüísticos são os Enawenê-nawê, que imemorialmente habitam a região do rio Juruema, à Serra do norte e os waurá, os mehinaku e os yawalapité, todos estes do xinguanos. São agricultores e ceramistas, conhecidos como sons artesões de bolas coloridas de mangda, de bem acabados cestos e espanadores de pena de ema. Eles se autodenominam Haliti; que quer dizer “gente”.Os paresí que atualmente vivem na área indígena são descendentes de inter-casamentos consecutivos entre representantes de sub-grupos distintos. Os paresí chegam ao inicio desde século com os números de indivíduos muito reduzidos 340 indivíduos, vivendo em 12 aldeias cuja população varia entre 16 e 57 pessoas.
As aldeias paresí são relativamente autônomas. Dentre os atributos buscados e valorizados nesses novos líderes, tem-se a capacidade de transitar em um contexto intercultural, se movimentar no mundo dos brancos e falar a língua para poder explicar para a comunidade tudo o que se passa. É importante salientar que o poder das lideranças tradicionais emana da organização social e simbólica do próprio grupo, são poderes sólidos mais permanentes. Os que recebem salários mantêm as suas roças, ainda que seja comum vê-los comprando a produção de outros membros do grupo local ou mesmo de outro grupo; assim como em nossa cidade, já se tornou comum ver índios vindos às compras no comércio.
Em sua língua chamam camalri. Não comem carne humana, os paresí foram fundamentais no processo de exploração e de povoamento da região de minas de Diamantino, onde trabalham na extração do ouro e diamante e na navegação. Também suas aldeias serviram para abastecer de alimentos e mão de obra as minas das regiões das cabeceiras do Golera e Sararé, na região de vila Bela da Santíssima Trindade, primeira capital de Mato Grosso, as relações com os seringalistas, também se caracterizam pelo conflito e violência.
Os paresí de Cuiabá e os paresí de Umutina , são remanescentes do sub-grupos Waimaré e Kaciniti, que compulsoriamente deixaram as aldeias, os últimos foram levados das aldeias para postos de fraternidades indígena, construído em território umutia, atualmente seus descendentes constituem grande parte da população do agora chamado posto indígena umutina.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
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